A Agência de Defesa Agropecuária de Roraima (Aderr) confirmou que o estado está livre do HLB (Huanglongbing), considerada a doença mais devastadora da citricultura em escala mundial. O resultado é fruto de levantamento fitossanitário realizado ao longo do ano passado.
Com o reconhecimento, Roraima passa a ocupar posição de destaque entre as unidades da federação, especialmente diante dos impactos econômicos provocados pela praga em importantes polos produtores do país.
Fiscalizações e monitoramento
Durante a operação, a Aderr intensificou as ações de vigilância em campo. Ao todo, 279 propriedades rurais foram fiscalizadas e 23.802 plantas de citros passaram por inspeção técnica. Não foram identificados sintomas compatíveis com a doença.
Como parte da estratégia preventiva, também foram instaladas 47 armadilhas adesivas para monitoramento do inseto vetor Diaphorina citri. Amostras coletadas foram enviadas ao laboratório oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), e todos os laudos apresentaram resultado negativo para a bactéria Candidatus Liberibacter spp., agente causador do HLB.
Oportunidades para o setor
O diretor de Defesa Vegetal da Aderr, Marcos Pril, destacou que o cenário sanitário favorável amplia as oportunidades para a produção local. Segundo ele, estados tradicionalmente produtores, como São Paulo, têm enfrentado desafios relacionados à doença, o que pode abrir espaço para novas áreas produtivas livres da praga.
Manutenção das medidas preventivas
O presidente da Aderr, Marcelo Parisi, reforçou a necessidade de manter as ações contínuas de vigilância. Ele orienta que produtores exijam certificação sanitária ao adquirir mudas de outros estados, a fim de evitar a introdução da doença.
A Agência segue com monitoramento permanente para preservar o status fitossanitário de Roraima e garantir a segurança da produção agrícola, fortalecendo a citricultura no estado.

