O Ministério Público do Estado de Roraima se manifestou pela cassação dos diplomas do prefeito de Alto Alegre, Wagner Nunes (Republicanos), e do vice Diogo Coelho (PSD), por suposto abuso de poder político e econômico nas eleições suplementares de 2024.
Além da cassação, o órgão também solicitou a inelegibilidade dos investigados por oito anos e a aplicação de multa.
Irregularidades apontadas
Nos autos do processo, o MPE detalha 11 fatos que fundamentam o pedido. Entre eles, está a suspeita de compra de votos, investigada durante a Operação Voto Limpo, conduzida pela Polícia Federal, que teria desarticulado uma organização criminosa.
Também foram apontadas obras de asfaltamento e recapeamento realizadas em ruas, bairros e na Vila São Silvestre sem processo licitatório regular, com possível apoio do Governo do Estado, o que, segundo o órgão, caracteriza uso da máquina pública com finalidade eleitoral.
Outras condutas investigadas
O Ministério Público ainda aponta:
- Exoneração de servidores temporários e comissionados por suposta perseguição e coação
- Contratação de terceirizados por meio da empresa Alicerce Construções e Serviços LTDA com finalidade eleitoral
- Contrato superior a R$ 48 milhões firmado em período próximo ao vedado pela legislação eleitoral
- Promessas de benefícios fiscais, como isenção e redução de IPTU, divulgadas durante o período eleitoral
- Divulgação de pesquisa eleitoral sem registro na Justiça Eleitoral
- Transferência irregular de domicílio eleitoral de cerca de 2 mil eleitores
De acordo com o MPE, o conjunto das ações configura abuso de poder político e econômico, comprometendo a lisura do processo eleitoral.
O caso segue em análise pela Justiça Eleitoral.

