A Polícia Civil de Roraima, por meio da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, cumpriu nesta sexta-feira (20) um mandado de busca e apreensão no âmbito de uma investigação que apura crimes de posse e disseminação de material de exploração sexual infantil.
A ação foi desencadeada a partir de uma denúncia anônima registrada em dezembro de 2025 por meio do Disque 100. A informação indicava o compartilhamento de conteúdo ilícito em um grupo de mensagens, o que levou à abertura imediata de procedimento investigativo.
Investigação começou após denúncia com provas
De acordo com a Polícia Civil, a denúncia foi acompanhada de evidências, incluindo o registro de tela do conteúdo compartilhado. O material foi fundamental para o avanço das apurações e a identificação do suspeito.
Segundo o delegado Matheus Rezende, titular da DPCA, o caso demonstra a importância da participação da população no combate a crimes praticados no ambiente digital.
Durante as diligências, os investigadores apontaram que o suspeito, identificado pelas iniciais A.M.S., de 44 anos, teria compartilhado, em um grupo de WhatsApp, uma imagem em formato de “figurinha” contendo conteúdo ilegal envolvendo criança.
Um dos integrantes do grupo, ao se deparar com o material, registrou a tela e formalizou a denúncia, anexando as provas, o que contribuiu diretamente para o andamento da investigação.


Mandado foi cumprido em residência
Com base nos indícios reunidos, a autoridade policial solicitou à Justiça a expedição de mandado de busca e apreensão, que foi autorizado e cumprido na residência do investigado, localizada no bairro Buritis, em Boa Vista.
Durante a ação, um perito do Instituto de Criminalística Perito Dimas Almeida acompanhou a equipe policial e realizou a coleta técnica de um aparelho celular pertencente ao suspeito.
O dispositivo foi apreendido e encaminhado para análise pericial, que deve extrair os dados armazenados e identificar a quantidade e a natureza dos arquivos, além de possíveis conexões com outras pessoas ou redes de compartilhamento de conteúdo ilícito.
Investigação pode ter novos desdobramentos
Segundo o delegado responsável pelo caso, não está descartada a possibilidade de novos desdobramentos a partir do resultado da perícia.
“Não descartamos que a análise do material apreendido possa ampliar o alcance da investigação e levar à identificação de outros envolvidos”, afirmou.
O inquérito apura crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente, especialmente nos artigos 241-A, que trata do compartilhamento de conteúdo ilegal, e 241-B, que criminaliza a posse desse tipo de material.
Importância das denúncias
A Polícia Civil reforçou que denúncias anônimas são fundamentais para o enfrentamento desse tipo de crime, especialmente no ambiente digital, onde muitas vezes as práticas ilícitas ocorrem de forma velada.
As autoridades orientam a população a continuar utilizando canais oficiais, como o Disque 100, destacando que todas as informações recebidas são analisadas e podem resultar em ações concretas para proteção de vítimas.
O caso segue sob sigilo para garantir a preservação das investigações e a integridade das possíveis vítimas.

