Confissão leva polícia a lixão onde corpo de mulher desaparecida foi descartado

Maria das Graças Costa Lima havia desaparecido no fim de novembro em Caroebe; suspeito indicou à polícia onde ocultou o corpo

O corpo de Maria das Graças Costa Lima, de 38 anos, que estava desaparecida há quase 20 dias, foi encontrado no lixão do município de Caroebe, no interior de Roraima. A localização ocorreu após a prisão do marido da vítima, identificado pelas iniciais V. M. S., realizada pela Polícia Civil de Roraima (PCRR) na quinta-feira (18).

De acordo com informações apuradas pela reportagem, durante o interrogatório o suspeito confessou o crime e indicou aos investigadores o local exato onde havia ocultado o corpo. Após a confissão, equipes da Polícia Civil se deslocaram até a área indicada e realizaram diligências no lixão municipal, onde o corpo da vítima foi localizado em meio ao descarte de resíduos.

O desaparecimento de Maria das Graças vinha sendo investigado pelas autoridades desde o registro do boletim de ocorrência, feito por familiares após vários dias sem contato. O caso mobilizou equipes policiais e gerou comoção no município, especialmente diante da demora na localização da vítima.

Após a confirmação do local, a área foi isolada para os trabalhos da Perícia Criminal, que realizou os procedimentos técnicos necessários para a remoção do corpo e coleta de evidências. O cadáver foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passou por exames necroscópicos para determinar a causa da morte.

O suspeito permanece preso e à disposição da Justiça. A Polícia Civil segue com as investigações para esclarecer todas as circunstâncias do crime, incluindo a motivação e a dinâmica dos fatos. O caso é tratado como homicídio e será encaminhado ao Poder Judiciário após a conclusão do inquérito policial.

Familiares relataram à Polícia Civil que Maria das Graças Costa Lima foi vista pela última vez no dia 30 de novembro, quando estava na companhia do marido. Desde então, a vítima deixou de manter contato regular com parentes e amigos, comportamento considerado incomum por pessoas próximas, o que motivou a preocupação da família e o registro do desaparecimento.

Após o último encontro presencial, os familiares perceberam uma mudança significativa no padrão de comunicação da vítima. Maria passou a evitar chamadas telefônicas, especialmente de voz e vídeo, limitando-se a responder apenas por mensagens de texto. A atitude levantou suspeitas, já que ela costumava manter contato frequente e direto com a família.

Em um momento posterior, imagens enviadas por meio de aplicativos de mensagens, supostamente para comprovar que Maria estaria bem, aumentaram ainda mais as desconfianças dos familiares. As fotografias foram consideradas estranhas, tanto pelo conteúdo quanto pela forma como foram enviadas, reforçando a suspeita de que a vítima já não estava em posse do próprio celular.

Segundo a Polícia Civil, as investigações também revelaram que o relacionamento do casal era marcado por conflitos constantes e um histórico de violência doméstica. Dias antes do desaparecimento, Maria teria gravado um vídeo no qual apareciam supostas agressões praticadas pelo marido. O material foi entregue às autoridades e passou a integrar o inquérito policial como elemento de prova.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, durante as investigações iniciais, o marido apresentou diferentes versões sobre o paradeiro da mulher. As informações fornecidas por ele não se confirmaram após diligências e levantamentos realizados pelas equipes policiais, o que reforçou as suspeitas e levou a autoridade policial a representar pela prisão preventiva do investigado, posteriormente decretada pela Justiça.

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