Investigações conduzidas pela PCRR (Polícia Civil de Roraima), por meio da DEAM (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), culminaram na prisão do vendedor D.C.S., de 24 anos, suspeito de tentativa de feminicídio, perseguição (stalking) e ameaça contra a ex-companheira, uma manicure da mesma idade.
A prisão foi efetuada nesta segunda-feira (2), durante fiscalização da PRF (Polícia Rodoviária Federal) na BR-174, no perímetro urbano de Boa Vista. O mandado de prisão preventiva havia sido expedido pela Justiça após representação da Polícia Civil.
A ação integra a Operação Mulher Segura, mobilização nacional voltada ao enfrentamento da violência contra a mulher, com atuação da Polícia Civil de Roraima em frentes de investigação, prevenção e repressão.
Conforme a delegada da DEAM, Carla Gabriella Muniz Paulain, o crime ocorreu no dia 22 de fevereiro, após uma sequência de episódios de perseguição. O casal manteve relacionamento por cerca de cinco anos e estava separado havia aproximadamente oito meses. Desde o término, segundo relato da vítima, o suspeito passou a ameaçá-la e a persegui-la por não aceitar o fim da relação.
No dia do crime, o investigado teria ido até a casa de familiares da vítima e tentado levar à força o enteado, uma criança de seis anos. Sem sucesso, deixou o local, mas retornou horas depois e atacou a ex-companheira com uma faca, atingindo-a três vezes.
A vítima sofreu ferimentos graves no braço esquerdo, necessitando de 20 pontos cirúrgicos, além de lesão no dedo indicador da mão direita. A agressão foi interrompida após a intervenção de familiares e vizinhos que ouviram os pedidos de socorro.
Diante da gravidade do caso, a delegada informou que representou pela prisão preventiva no dia 23 de fevereiro, medida deferida pelo Judiciário no dia seguinte. Após a decisão, equipes da Polícia Civil realizaram diligências contínuas para localizar o suspeito, com apoio de ações de inteligência e monitoramento de possíveis rotas de fuga.
Na manhã desta segunda-feira, ele foi abordado pela PRF na BR-174, em possível tentativa de deixar a cidade, quando o mandado foi cumprido.
“A rápida resposta da Polícia Civil possibilitou a prisão em menos de uma semana após o crime. É fundamental que as vítimas denunciem para que possamos adotar medidas que impeçam novas agressões”, destacou a delegada.

