Uso de contraceptivos hormonais sem orientação médica ainda é comum no Brasil

O acesso ampliado aos contraceptivos hormonais no Brasil tem fortalecido a autonomia reprodutiva das mulheres nas últimas décadas. No entanto, o uso desses métodos sem acompanhamento médico ainda é frequente, segundo apontam pesquisas nacionais.

Levantamentos indicam que parte significativa das mulheres já iniciou ou trocou o método contraceptivo por indicação de amigas, familiares ou com base em informações obtidas na internet, sem passar por avaliação clínica adequada.

Entre os principais métodos hormonais estão as pílulas combinadas, minipílulas, injetáveis, adesivos e anéis vaginais. Esses contraceptivos atuam principalmente inibindo a ovulação, por meio da alteração dos níveis de estrogênio e progesterona no organismo. Além disso, tornam o muco cervical mais espesso, dificultando a passagem dos espermatozoides, e provocam mudanças no endométrio, reduzindo as chances de implantação.

Especialistas alertam que, apesar de eficazes, esses métodos provocam alterações hormonais que podem impactar diferentes sistemas do corpo feminino, o que reforça a importância do acompanhamento profissional na escolha e no uso do contraceptivo mais adequado.

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