A Polícia Civil de Roraima indiciou um homem de 29 anos por homicídio com dolo eventual após um acidente de trânsito com vítima fatal ocorrido no município de Caracaraí.
Além do indiciamento, foram solicitadas medidas cautelares, como a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), restrição judicial sobre o veículo utilizado e o envio de informações à Polícia Militar de Roraima para apuração de possíveis omissões de policiais que atenderam a ocorrência.
Dinâmica do acidente

De acordo com o delegado Bruno Gabriel Bezerra Costa, o acidente ocorreu por volta das 21h06 do dia 15 de fevereiro. O investigado conduzia um Fiat Stilo em velocidade entre 59 km/h e 70 km/h em uma via residencial com limite de 40 km/h.
Segundo as investigações, o motorista estava sob influência de álcool, invadiu a preferencial no cruzamento da Rua Estelito Lopes com a Avenida Bem Querer e atingiu lateralmente uma motocicleta que trafegava regularmente.
Perícia realizada pelo Instituto de Criminalística Perito Dimas Almeida apontou que o condutor visualizou a motocicleta a cerca de 11 metros, mas não realizou qualquer tentativa de frenagem antes da colisão. O impacto arrastou o veículo por aproximadamente 27 metros.
Comportamento após o acidente

Ainda conforme a investigação, o acusado interrompeu uma tentativa de contato com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, enquanto outras pessoas acionaram o socorro.
Horas depois, ele foi visto participando de festividades de Carnaval, consumindo bebidas alcoólicas, mesmo com a vítima em estado gravíssimo.
Para a autoridade policial, o conjunto de fatores — como consumo de álcool, excesso de velocidade, invasão de preferencial e ausência de reação — indica que o motorista assumiu o risco de provocar a morte.
Investigação e responsabilização
O inquérito foi concluído com base em perícias, reprodução simulada do acidente, depoimentos e análises técnicas. O investigado foi indiciado por homicídio com dolo eventual, conforme o artigo 121 do Código Penal.
O delegado também apontou possíveis falhas na atuação de policiais militares no atendimento inicial, o que motivou o envio do caso para apuração interna.

