Homem é condenado a 25 anos de prisão por feminicídio da ex-companheira em Bonfim

France Araújo Abreu tinha 26 anos (Foto: Reprodução/Facebook)

France Araújo Abreu foi morta em janeiro de 2024, três dias após a Justiça conceder medidas protetivas contra o ex-companheiro

Condenação

Edilson Araújo Veras foi condenado a 25 anos e quatro meses de prisão pelo feminicídio de France Araújo Abreu, de 26 anos, ocorrido em janeiro de 2024, no município de Bonfim, no Norte de Roraima.

A sentença foi proferida nesta quinta-feira, 3 de setembro, durante julgamento realizado pelo Tribunal do Júri.

France foi morta na entrada de casa, na estrada de acesso à comunidade indígena Manoá. Segundo a denúncia do Ministério Público de Roraima (MPRR), ela estava com a mãe quando Edilson chegou ao local armado e efetuou os disparos. A vítima morreu no local.

Medidas protetivas

Conforme as investigações, Edilson não aceitava o fim do relacionamento com France. Os dois haviam convivido por aproximadamente cinco anos e, segundo o MPRR, a mulher já havia sido vítima de agressões anteriores.

Após a separação, ocorrida no início de janeiro de 2024, Edilson teria passado a ameaçar a ex-companheira de morte.

No dia 5 de janeiro, a Justiça concedeu medidas protetivas de urgência em favor de France. No entanto, de acordo com o processo, Edilson ainda não havia sido oficialmente intimado quando o crime ocorreu, três dias depois.

Investigação e prisão

O Ministério Público sustentou que o crime foi planejado e cometido em contexto de violência doméstica e familiar. A acusação também apontou motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima e menosprezo à condição de mulher.

Após o crime, Edilson fugiu do local. A motocicleta utilizada por ele havia sido emprestada por um amigo, que informou à polícia ter cedido o veículo após o suspeito afirmar que precisava utilizá-lo porque o carro estava em uma oficina.

A prisão preventiva foi solicitada pelo MPRR e determinada pela Justiça. Edilson foi localizado e preso pela Polícia Civil em 25 de janeiro de 2024.

Ele permaneceu preso preventivamente até o julgamento e, com a condenação, iniciou o cumprimento da pena determinada pelo Tribunal do Júri.

Atuação das forças de segurança

Durante o julgamento, o promotor de Justiça Nedson Brilhante destacou a atuação integrada das forças de segurança na investigação e no andamento do processo.

Segundo o promotor, a Guarda Municipal contribuiu para o atendimento inicial e preservação do local, enquanto a Polícia Civil realizou a investigação e reuniu as provas encaminhadas ao Ministério Público.

Brilhante também ressaltou o trabalho da acusação durante o julgamento e afirmou que a condenação foi resultado da atuação conjunta das instituições envolvidas no caso.

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